Come para viver, não vivas para comer.


03 novembro 2009

Bolinhos

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Domingo foi Dia-De-Todos-Os-Santos, e como manda a tradição no dia anterior é feito o bolinho. O bolinho é um bolo tradicional que é oferecido às crianças, quando no dia santo passam de porta em porta com o saquinho na mão.
É um dia em que normalmente se visitam os cemitérios recordando as pessoas que já partiram, mas também é um dia em que as famílias convivem sempre provando o bolinho uns dos outros. Como também é o dia que as crianças tanto esperam para pedir o bolinho dizendo: “Ó ti Maria, dá bolinho, por amor do seu santinho.”
Era bom que as tradições não se perdessem pois não há nada que substitua a alegria da criançada nestes dias. Eu sei pois também eu ia pedir o bolinho e tenho boas recordações, agora, são os nossos meninos…
Bem, mas para preservar a tradição, aí estavam as três mosqueteiras com a mão na massa, e confesso que não é fácil amassar, cansa bué os braços.
Desta vez eu e a minha mana propusemo-nos a aprender, e aí estivemos nós de serviço no sábado com a minha mãe a ensinar. Resultado: um dia trabalhoso mas muito divertido, 26 merendeiras feitas no forno da minha mana e uns bons kilitos a mais.
Adoro o bolinho…
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Ingredientes:
5 kg farinha branca de neve
3 kg açúcar, metade branco, metade amarelo
2 kg puré de batata
30 gr sal
18 Ovos
20 gr canela
20 gr erva doce
Raspa de 2 limões
110 gr fermento padeiro
1 cálice de brande
1 calice de vinho do porto
1 kg amendoins descascados
500 gr de miolo de nós
200 gr de pinhões
1 frasquinho de caramelo

Preparação:
Numa maceira (utensílio de madeira para amassar a farinha) coloca-se a farinha, o açúcar, sal, erva-doce, canela, os amendoins, as nozes e os pinhões. Mistura-se tudo ainda em pó. Faz-se um buraco no meio e junta-se, a batata, a raspa de limão, os licores, os ovos, e o fermento desfeito num pouquinho de leite morno.
Envolve-se e amassa-se tudo muito, muito, muito bem, até a massa despegar do alguidar e das mãos.
Para levedar:
Polvilha-se a massa com farinha e fazendo uma cruz com as mãos diz-se:

Crescente, crescente,
Que Deus te acrescente,
Para sustento d’agente,
Para comermos e darmos,
Por amor de Deus, Ámen.

Deixa-se a massa repousar bem abafada, cerca de oito horas.
Depois do forno bem quente, tendem-se as merendeiras, polvilham-se com farinha e colocam-se no forno, dando espaço para crescerem e não ficarem pegadas umas às outras.
Conforme vão cozendo vamos tirando para fora. Ainda quentes sacode-se a farinha e com um paninho molhado em azeite vamos limpando as merendeiras que ficam com um aspecto lindíssimo.

Nota: A quantidade do açúcar é sempre metade da farinha.
O bolinho tradicional também leva passas de figo e de uva, mas como cá em casa não gostamos de passas foram riscadas da receita.
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1 comentário:

Pratos da Bela disse...

podes-me enviar um...
Jinhos fofos

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